Considerações gerais

Veja a simulação 3d do procedimento.

As técnicas cirúrgicas atuais para a correção da calvície oferecem resultados considerados muito naturais. Segundo a A.S.A.P.S. (American Society of Aesthetic Plastic Surgery) dos EE.UU., o transplante de cabelo tornou-se o procedimento mais realizado na população masculina na América do Norte. No Brasil, notamos um aumento na população com calvície, procurando uma restauração natural e permanente, reconhecimento que estamos distantes da época da cirurgia que resultava na aparência "cabelo de boneca".

A procura vem aumentando à medida que a população percebe a excelência dos resultados, e os profissionais vão adotando os procedimentos mais avançados e corretos.

Atualmente as técnicas diferem dos métodos empregados até alguns anos atrás, quando se transplantavam tufos de cabelo, com a utilização de aparelhos grosseiros, tipo "hand engine". Por deixar marcas grosseiras da cirurgia (centenas de cicatrizes na área doadora e aspecto de tufos na área implantada), esta abordagem vem sendo condenada pelos especialistas.

Damos um alerta: as Sociedades de Cirurgia Plástica e de Dermatologia condenam o uso do aparelho "hand engine"! Profissionais e clínicas estão ludibriando a população dizendo que fazem técnica FUE quando na verdade estão utilizando aparelhos ultrapassados, causando danos irreversíveis ao paciente. (http://www.abcrc.com.br/index.php/2016/ 06/23/nota-de-esclarecimento-a-populacao-presidencia-da-abcrc/)

Uma segunda cirurgia?

Com experiência, atualmente é possível transplantar um volume muito grande de enxertos foliculares numa única cirurgia, além de conseguir uma concentração bastante alta destes folículos em áreas prioritárias. Entretanto, o paciente poderá desejar uma maior densidade capilar, ou seja, aumentar a quantidade de cabelos transplantados. Isto exige mais uma etapa, com no mínimo um ano entre as cirurgias. Pacientes jovens continuarão a perder cabelo, no ritmo normal, e isso também poderá exigir etapas complementares de transplante capilar. Na consulta, um plano cirúrgico individualizado é determinado, dando ao paciente uma estratégia para conseguir o melhor resultado.

Quando se opta por fazer uma 2a. etapa usando o método tradicional (ou FUT), o fuso é retirado junto com a cicatriz prévia; assim, o paciente ficará apenas com uma única linha cicatricial. Ao escolher pelo procedimento FUE, mais unidades foliculares serão extraídas da área doadora segura; deve-se tomar cuidado para não retirá-las em excesso, o que pode resultar em setores sem pelos, causando depleção na parte posterior do couro cabeludo.

Em determinadas situações, quando o paciente já foi submetido ao procedimento grosseiro com uso da máquina "hand engine" o estrago à área doadora é tão extenso que não permite qualquer outra abordagem (ie. houve um esgotamento completo - depleção - da área doadora).

Restauração Capilar - Segunda Cirurgia